A cada ano que passa é inegável ver a decadência da
“Entidade Família Brasileira”.
Mas qual a Origem? Por que isso acontece?
A Educação que deveria ser a base de toda família vem a cada ano que passa perdendo terreno para o que muita gente chama de evolução. Graças as facilidades de hoje em dia, os pais deixam seus filhos em creches, escolinhas, enfim, graças as políticas assistencialistas.
É inegável que precisamos de Assistencialismo, no entanto, a maioria dos pais confunde Criação com Educação. Quando escrevo criação quero dizer que criar, alimentar, amar, ser carinhoso, corrigir quando necessário, dizer não, essa palavrinha de três letras tem um Imenso poder na “criação” de um ser humano e suas reais necessidades.
Como todos nós brigamos com o relógio a cada dia que passa, cada vez mais ficamos sem tempo, o chefe que pressiona cada vez mais, cobrando mais e mais resultados, o que ocasiona estresse e cada vez mais, ficamos sem tempo para essa arte, que é a “criação”; como moldar um ser humano?
Muitas vezes esse “molde”, fica sob responsabilidade dos pedagogos. Mas esse essencial profissional, altamente necessário está preparado para EDUCAR, não CRIAR, profissionalmente falando. Um pedagogo não pode dar atenção exclusiva a uma criança 24 horas por dia como faziam as mães de décadas passadas, e o cuidado dos Pais em si, é insubstituível.
Para EDUCAR, você precisa de profissionais gabaritados, intelectualmente, psicologicamente preparados para ensinar a criança, a fazer seus primeiros rabiscos, seus desenhos, desenvolver a leitura e escrita, e claro, auxiliá-lo na tarefa de socializar esse pequeno ser humano.
No entanto, os pais hoje em dia deixam toda essa carga ao Profissional Professor. Não é justo. Os pais devem ensinar seus filhos, Criá-los, prepará-los. A frase mais feliz que ouvi sobre Paternidade-Maternidade, foi quando um pai de meia idade, já com todos filhos adultos disse: “Pais são como a Pista do Aeroporto e a Torre. A gente prepara eles para o Vôo, mas não podemos acompanhá-los necessariamente nesse Vôo.”
Se essa Pista tiver algum problema, esse “aviãozinho” não decola, ou terá problemas em decolar, não tendo uma decolagem 100%, como deveria. Quando decolam, o papel da Torre é auxiliar o piloto, com coordenadas, mostrando caminhos, facilitando o Vôo. Se a comunicação com a Torre falhar; o piloto pode ficar a deriva, uma hora o Combustível pode acabar, ou ocorrer um acidente, ou uma falha Humana, e esse “aviãozinho” conseqüentemente cai.
Imagine também que a Pista esteja perfeita, a torre muito bem equipada, com os melhores meios de comunicação avançados. O excesso de protecionismo por parte dessa mesma torre é tão prejudicial quanto a falta de proteção: O avião vai sempre precisar voar por perto, na mesma freqüência, sem poder experimentar o real Valor e o Sabor da Aviação: que é a liberdade. O Avião fica sobrevoando em círculos, em volta da torre, sempre pedindo as mesmas coordenadas, sem alcançar seu verdadeiro objetivo, que seria um vôo magnífico, que sempre busca novos e melhores horizontes.
Um bom Avião é aquele que levanta vôo, segue as coordenadas, voa estável, na altitude permitida e com segurança, garantindo o alcance do seu objetivo: um dia voltar para o solo, em paz e com segurança.
E que depois de anos de “aviação”, esse piloto bem sucedido, possa contribuir mais e melhorar a estrutura desse aeroporto, e auxiliar e incentivar os “novos pilotos” a também cumprirem sua missão.
Como espíritas devemos cuidar de nossa Família, como os profissionais cuidam da Aviação. Utilizando as mais refinadas técnicas de engenharia para obter as melhores estruturas, as melhores pistas, as melhores máquinas, utilizando os melhores meios de comunicação, usando a tecnologia a nosso favor, e não para o prejuízo.
Infelizmente, nem todos têm essa sorte, no entanto, nem por isso não são dignos de levantar vôo, pois um dia disseram que o Céu é o Limite, e o Céu, está para todos!
Aos órfãos: Santos Dumont não teve aeroportos cheios de estrutura, tampouco torres ou pistas, mas executou o mais e belo e melhor Vôo da História, no simples e sem tecnologia nenhuma “14 Bis”.
